Desde que nasci o meu grande "ídolo" sempre foi o meu avô, pois ia com ele para todo o lado, era uma alegria quando ele me sentava no colo dele para vermos um jogo de futebol. Nos dias de trabalho eu ia com ele para a serração, ele trabalhava no mármore em Pêro-Pinheiro e eu gostava de estar ali com ele apesar de ainda não entender o que tudo aquilo significava.
O dia mais triste de que me recordo até hoje foi o dia em que vi a minha mãe a sair da casa da minha avó a chorar, e quando perguntei pelo avô ela disse que ele ainda não tinha chegado. Só passado mais uns dias é que me tentaram explicar que ele foi para o céu, e que não podia mais estar ao pé de mim.
Eu tinha cinco anos quando ele morreu, mas lembro-me tão bem como se fosse hoje. E apesar de tão pequena nunca perdi da minha memória a imagem do meu avô.
Ele fazia anos no dia 14 de Setembro, e desde essa altura que eu sempre disse que se me casasse um dia, seria no dia 14 de Setembro, aniversário do meu avô.
E assim será a 14 de Setembro de 2013!

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